Calendário Feminista – 17/05 Dia Internacional contra a LGBTFOBIA

Abandono e fome doem.

Doem desde o momento em que somos expulsos de casa ou apontados na rua apenas por sermos diferentes.

Mas diferentes por quê?

Meu corpo deveria dizer respeito apenas a mim. Minha vida é minha. Ainda assim, surgem pessoas acreditando que têm o direito de controlar quem eu sou, como eu vivo e até como eu existo.

Essas são frases repetidas por muitas pessoas que me procuram tentando entender por que a sociedade insiste em não aceitar o seu modo de ser. Pessoas que carregam a dor da rejeição, do preconceito e da solidão apenas por existirem de forma autêntica.

É nesse contexto que surge a Casa Casulo: um espaço de acolhimento, proteção e reconstrução de vidas. Um lugar pensado para oferecer não apenas abrigo, mas também dignidade, escuta e a possibilidade de uma nova visão de futuro.

Acolher é muito mais do que simplesmente oferecer um abrigo. É caminhar junto, ouvir, apoiar e participar ativamente da reconstrução de pessoas que desejam crescer, se fortalecer e reencontrar possibilidades para suas vidas.

Acolher é reconhecer a dor do outro sem reduzir sua existência a ela. É criar oportunidades, incentivar sonhos e mostrar que ninguém deve ser definido pelo abandono, pela fome ou pelo preconceito que sofreu.

Nossas lutas são históricas. Foram construídas ao longo do tempo por pessoas que resistiram mesmo diante da violência, da exclusão e do silêncio imposto pela sociedade.

Cada conquista carrega marcas profundas de dor, sacrifício e coragem. São histórias atravessadas pela rejeição, pela perda e pela necessidade constante de provar que nossas vidas têm valor. Ainda assim, seguimos existindo, resistindo e transformando a dor em força coletiva.

A Casa Casulo nasce dessa resistência. Nasce do entendimento de que toda pessoa merece ser acolhida com respeito, dignidade e humanidade. Porque sobreviver nunca deveria ser a única opção; sonhar, crescer e viver plenamente também precisam ser direitos garantidos.”

Casa Casulo — espaço de acolhimento LGBT em fase final de reforma

Como apoiar: Pix coletivotjuju@gmail.com | Rifa Solidária disponível na bio do Instagram

Contato e voluntariado: @coletivotjuju no Instagram

Por Jerci Cardoso – Graduanda em hotelaria pela UFPel e Ativista LGBT há 27 anos.

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